domingo, 1 de julho de 2012

O poder de um toque


Recebi há pouco um SMS no meu telemóvel de trabalho. Aquele toque de mensagem é especial. Traz-me sempre a lembrança da altura em que eu esperava ansiosamente uma mensagem tua. Sempre que ouvia aquele toque de mensagem sentia o meu estômago em alvoroço. Não, não era só o estômago, toda eu me sentia em alvoroço. Nem conseguia pensar direito enquanto não visse a mensagem para saber se era tua ou não. Desejava sempre ardentemente que fosse. Foram muitas as vezes em que fiquei desiludida e frustrada.

Quando me enviavas mensagens era sempre para aquele número, apesar de teres o meu número pessoal. Nunca percebi muito bem porquê. Talvez para manteres uma certa distância "profissional" em algo que não querias que fosse mais pessoal. Nunca me chegaste a dar o teu número pessoal, embora eu te tivesse dado o meu. Talvez receasses que eu me tornasse chata ou que invadisse a tua vida pessoal, quando tu não o querias. Respeitei sempre o teu espaço, por respeito a ti, mas também por respeito a mim.

Hoje ouvi o toque de mensagem e, embora uma pequena parte de mim ainda se agite um pouco, já não fico em alvoroço. Não eras tu. Mas também não esperaria que fosses.


(Alien, espero que tenha ficado mais ou menos dentro do tema. Beijos para ti!)

terça-feira, 1 de maio de 2012

Pardon my french...



... mas que ideia de merda
E no final quem paga por esta porcaria de ideia não são os donos e gestores que a tiveram, mas sim quem está a trabalhar e a dar no duro num dia que serve (ou deveria servir) para homenagear os trabalhadores e os direitos arduamente conseguidos ao longo de muitos anos - quem não sabe o porquê de se comemorar este dia pode ver a história do Dia do Trabalhador aqui


Já trabalhei no Pingo Doce há alguns anos e sei bem como aquilo fica em dias de enchente, mas nem consigo imaginar como estará hoje e o que é que os empregados que estão nas caixas, os seguranças e os repositores estão a passar, deve ser a loucura total! Cheira-me que isto hoje ainda vai acabar mal...


Se calhar sou eu que estou a ficar afectada pela mania das teorias da conspiração, mas não consigo deixar de pensar se isto não será uma forma de repressão/retaliação... "Dia do Trabalhador? Então hoje vão ver o que é bom para a tosse..."
Triste, muito triste...

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Nem mais


Isa tem toda a razão.

terça-feira, 24 de abril de 2012

A velha questão do copo


"Há pessoas que podem encontrar sempre algo errado em cada situação; e tornam-se infelizes. E há pessoas que encontram algo de bom em cada situação; e tornam-se gratas. E é isso que eu chamo de ser religioso."
By Osho

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Of Love and fear


De vez em quando leio algo que me inspira e hoje foi este post que me levou a reflectir sobre algo.
Há dias uma Amiga minha contou-me, muito entusiasmada, que ao voltar para casa na noite anterior tinha sido abordada por dois homens (rapazes, vá). O rapaz que começou por meter conversa com ela disse:
- Olha, desculpa, sabes dizer-me qual é o caminho para... o teu coração?

Aparte a frase de engate extremamente "cheesy", o primeiro sentimento que me surgiu foi... medo! Dois desconhecidos, à noite, numa zona "complicada", abordam uma rapariga sozinha... Esta história tem todos os ingredientes para acabar mal e, honestamente, medo é realmente o sentimento que me surge instantaneamente.

Mas a ela... não! Ela disse que estava muito bem disposta, que se começou a rir e acabou por ficar na conversa com eles ainda bastante tempo. Contou-me que, inclusivamente, um deles pratica Reiki e que lhe fez uma leitura da aura ou algo do género (não vou comentar, porque sou extremamente céptica, mas para a minha Amiga este tipo de coisas faz perfeitamente sentido). E eu penso, como é que esta rapariga vai dar conversa a dois desconhecidos no meio da rua, à noite e naquela zona??? A "brincadeira" podia ter corrido muito mal!

Tentei não lhe passar os meus medos (afinal, e felizmente, não aconteceu nada de mal). Disse-lhe apenas, no final, que estava contente que ela tivesse conhecido duas pessoas interessantes, mas que as coisas podiam não ter corrido bem, especialmente naquela zona. Não quero passar-lhe os meus receios, mas efectivamente preocupo-me que lhe possa acontecer algo menos bom...

Esta minha relutância em falar à minha Amiga dos meus medos tem a ver com o que um amigo meu diz, que o sentimento oposto ao Amor não é o ódio, mas sim o medo. Concordo com ele e penso que o mundo precisa de menos medo e mais Amor. Fico preocupada com ela e com a segurança dela, mas tento mentalizar-me que ela é maior e vacinada, sabe os perigos que existem e tenho que confiar que tem discernimento suficiente para avaliar se uma situação representa ou não um perigo. De resto, só me resta rezar para que tudo lhe corra bem.

terça-feira, 17 de abril de 2012

In "bitch" mode...



"Lay awake, I don't give a shit if I even ever wake up in the morning!" 
The Offspring - No Brakes

quinta-feira, 12 de abril de 2012


“He drew a circle that shut me out- 
Heretic, rebel, a thing to flout. 
But Love and I had the wit to win: 
We drew a circle and took him in!

Edwin Markham (do poema Outwitted”)